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Puma e Tuca

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Ironman 2010
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quinta-feira, 3 de julho de 2014

A Bike – Ironman Brasil 2014

Por: Puma

Ao completar a natação, olhar o relógio e perceber que estava melhor que o programado me deixou muito satisfeito e motivado. O melhor ainda foi passar correndo no funil por aquela galera gritando, torcendo, vibrando...é muito emocionante! Isso tira qualquer zica ou desânimo.


Já na minha transição fiz um bom tempo 4’47, mesmo assim achei um pouco enrolada, tive algumas dificuldades com a minha sacola. Primeiro porque a sequência das coisas não estavam como havia memorizado, com isso não encontrei algumas coisas. Precisei jogar tudo em cima do banco, para ai sim clarear. Outra coisa foi colocar a roupa de borracha na sacola, oh coisa chata! Para encerrar o momento trapalhão, não conseguia colocar o manguito, como estava todo molhado o pano não escorregava no braço. Fiquei irritado com tudo isso e sai correndo para bike.


O inicio do pedal foi cadenciado, até mesmo para me adaptar a esta etapa. Neste momento é bem complicado controlar qualquer ritmo, domar esta vontade de fazer o melhor pedal da sua vida. Até mesmo, porque tudo conspira para você socar a bota, sair da natação bem, ver os familiares e aquela torcida animada berrando seu nome e principalmente se deparar com o sonho de qualquer ciclista: a estrada livre para o pedal. Passando este momento “sonho”, e diante de tudo o que vinha pela frente, o melhor era ser conservador, até porque este momento Kamikaze iria aparecer mais à frente.


Até a SC-401 costumo relaxar, aquecer e perceber se as pernas estão querendo sofrer, depois encaixo o meu ritmo, caio no clip e vou embora. Sempre vou marcando alguém na minha frente, para tentar ultrapassar, isso é um estimulante.


Antes da subida do cemitério (do shopping Floripa), passou por mim um cara em um ritmo bem forte, então resolvi buscar e tentar acompanha-lo. Apenas consegui chegar um pouco antes do trevo do CIC e assim fui marcando ele até o retorno do Shopping Iguatemi. Depois cheguei num grupo de atletas e perdi o cara ou melhor não via mais ele. Então continuei no ritmo, tentei passar os caras, mas ficava na frente por alguns kms e logo vinham todos e me passavam, quando cheguei no final da beira mar norte, percebi que tinha um grupo grande.


O trecho mais chato do Iron é beira mar sul, pois tem muitas voltas e geralmente tem vento, porém neste dia fomos abençoados, pois não havia vento na ilha da magia...coisas que só acontecem no Ironman! No final do túnel o grupo deu uma dispersada e ai ficou melhor para pedalar.


Na segunda volta, não houve grandes mudanças, consegui manter muito bem o ritmo e a alimentação estava perfeita. Não estava com cãibras e me sentia animado e motivado. As dores estavam longe de aparecer, e estava dando quase tudo certo.


Na volta, já na beira mar norte encontrei o Pato, chamei ele, pois como treinamos juntos iria ser mais um bom cara para ajudar na motivação e cadenciar o ritmo. Mas na breve conversa que tivemos ele disse que não estava bem e que estava muito enjoado. Então ofereci um remédio a ele, queria muito ajudá-lo e naquela hora era o que dava para fazer. Parceria é isso! Depois do remédio chamei novamente, vamos junto, logo você vai melhorar.

Continuei e logo veio o meu desespero, passando o CIC, percebi que a bike estava pesada e sentia mais as ondulações do asfalto. Que nervoso! Olhei para baixo sem acreditar, meu pneu estava furado e o que fazer agora?! Ir até o final assim? Parar para arrumar e perder muito tempo?

Demorei um tempo para tomar a decisão, quase 7 km. Parei mesmo porque quase cai descendo o morro do cemitério (Floripa Shopping). Também não tinha parado antes porque estava esperando por Deus encontrar o mecânico da prova o que não aconteceu porque sempre que precisamos muito de alguma coisa não tem por perto.

Quando parei na frente do Floripa Shopping tirei a roda do quadro e percebi que o pneu não estava todo vazio, então veio uma ideia Kamikaze, será que troco ou só vou encher assim? Tinha tirado tudo para arrumar o pneu, mas na hora H peguei apenas o CO2 e enchi. Coloquei tudo: câmara, espátula, CO2, no top e botei a roda novamente.

Sai pedalando e veio mais um momento trapalhão: coloquei a roda errada, estava pegando no quadro. Parei novamente e arrumei.  Ai foi um momento meu, da Kitt (bike) e de Deus. Deitei no clip rezava e beijava a bike, falando que faltava pouco e que ela poderia aguentar o tranco, que não poderia me deixar na mão agora, que depois ela iria descansar muito. Olha nunca rezei tanto e beijei aquela magrela! Certeza que se a Tuca tivesse visto iria ficar com ciúmes.


Neste momento apaixonado, fiz muita força. Não queria perder o grupo que estava na minha frente, pois grande parte do pessoal que estava ali era da minha categoria. Com isso deixei de me alimentar e de tomar água porque a minha única opção naquele momento era fazer força. E assim foi até o final: rezando, beijando a bike e fazendo muita força.


terça-feira, 18 de março de 2014

Só no longão.

Por: Puma

Já faz um tempo que não apareço aqui,né? É porque a correria está grande. Não só pelos treinos, mas o trabalho está exigindo bastante tempo. Essa vida dupla de trabalhar e treinar, além de estar presente com a família é bem complicada. Sei que isso é um problema geral de todos nós, mas no fim adoramos esta correria.

Chega de reclamar e vamos ao que interessa: os treinos das últimas semanas. Vou dar mais destaque aos longos, porém também teve treinos curtos.

Começando pelo carnaval: foi uma folia só. Todos os dias fantasiado de ciclista na alegoria nunca vista na Sapucaí: bike e rolo! Passamos em Jaguaruna com os pais da Tuca e no domingo de carnaval ela topou sair no bloco do Puma maluco (como diz o meu sogro).



Inicialmente falei a ela que faríamos o mesmo percurso daqueles 36Km do inicio do ano. Quando terminei de falar, ela disse:
- Ah, quem faz 36 também faz 42, né? O que tu achas?
Resposta: ah, pois bem. Se é assim, vamos lá.


Foi um treino bom, temperatura agradável e com pouco vento. A Tuca foi levando tudo que precisava na bike, é muito bom ter este apoio porque você não precisa parar para comprar água e certamente ter uma companhia assim é mais estimulante. Valeu Tukinha por mais esse treino! E os 42Km foram bem feitos e valeu muito a experiência.




Na sexta-feira seguinte sai para correr com o Pato, um grande triatleta aqui de SC, parceirão de treinos. Nesse dia fizemos 30Km, num ritmo muito bom. No inicio, lá pelas 05:30h da manhã achei que não iria dar certo porque começamos num ritmo muito forte de 04:00 a 04:05 e a coisa foi indo, indo e a sensação de que não iria dar certo se foi e a confiança foi subindo. Terminamos o treino que envolveu algumas subidas em 02h03min...baita treino!


Nessa última sexta (14.03) sai para fazer 21Km e foi horrível. Estava cansado, preocupado com a empresa e não consegui me entregar ao treino. Irritado com o calor, a frequência subindo e conforme o tempo ia passando essa sensação de desânimo só aumentava. Cumpri o treino e ainda bem que era num ritmo mais leve.

É comum em certos períodos de treinamento aparecer essas sensações. Eu prefiro mesmo com isto sair e fazer o treino a ficar em casa, pois a sensação depois de não ter realizado é bem pior que aquelas sentidas durante o treino.

Pra compensar a coisa ruim de sexta, domingo suei a alma ao lado do Pato para completar os 180Km de pedal. Fizemos um trajeto bem legal, não conhecia, fomos sentido Massaranduba, passamos por São João de Itaperiú, BR101, Penha, BR101 e BR470 até chegar destruído ou em osso, segundo o Pato, em Blumenau. Foi um treino bom, cheguei cansado, mas ainda deu para fazer uma corridinha de 6Km.


O resto do dia meus queridos, foi aproveitar uma cervejinha e um bom sono no período da tarde e vamos em frente porque faltam 10 semanas para o Ironman Brasil 2014.  




domingo, 15 de setembro de 2013

Pedal com os amigos

Por: Tuca (Tuany Maria Puhlmann)

Hoje fez um dia lindo aqui em Blumenau e para agradecer este sol maravilhoso que há muito tempo não aparecia por aqui fomos pedalar com os amigos. Saímos um pouco antes das 9h e seguimos em direção a Gaspar.







 Fizemos aquele trajeto da semana passada só que dessa vez completo.




Foi muito legal, paramos algumas vezes para bater umas fotinhos, tomar uma água e apreciar a bela natureza.



Que delícia pedalar cercada por árvores, respirar este ar mais puro (ainda que as vezes aparece uma poeira) e na companhia de bons amigos ficou melhor ainda.





O caminho é muito bacana, estrada de chão com poucas subidas, tranqüilo em relação aos carros. Apesar do sol quente a gente nem sentiu muito calor durante o pedal, porque pegamos um bom trecho cercado por àrvores...show!  



Esse caminho contorna Gaspar (entrada pela rua da loja Soft, Rua itajaí) e chega até Blumenau próximo ao Terminal Garcia, na Rua da Glória. Depois daí seguimos para o Parque Ramiro e não foi pra tomar chopp não, só uma água gelada e se despedir dos mais novos amigos Paulinho e Raquel.

Já na Ponta Aguda deixamos o Vieira e a Irene. Pensa num casal legal, então, é esse aí. Muito bom a companhia de vocês queridos! Irene e eu já vamos combinar outro pedal em breve. Ninguém mais segura essas esposas malucas da bicicletinha...kkk!

Enfim, depois de 40Km chegamos em casa e para refrescar um merecido banho de piscina no clube. Amei o meu domingo!!! 



quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Pedal em Luiz Alves

Por: André Puhlmann

Sábado passado foi dia de pedalar na capital catarinense da cachaça: Luiz Alves. Uma pequena cidade proximo a Blumenau, onde a natureza se destaca por todos os lugares. É também conhecida como o Paraíso Verde do Vale.



Quem topou sair cedinho de casa e encarar as subidas da cidade foram os amigos: Claudio Koch, Mauro, Amaral, Yan, Giovani e Mauricio. O Claúdio já tinha feito a proposta várias vezes, mas nunca dava certo. Assim, como o Vieira que sempre insistiu para eu ir pedalar nesse lugar. Vou ficar te devendo essa, Vieira.

Pensa num treino forte, pois é, foi daqueles de sentir sangue na boca. Subidas fortes, ritmo intenso, sem dó das pernas e da bike....força em tempo integral. O percurso era curto com 1 perna de aproximadamente 22Km.

O fato de o trajeto ter várias subidas e descidas faz com que você faça força direto. A subida principal era de uns 2,5Km o que exigiu muita técnica e força. Foi bem cansativo, mas deu para fazer um bom treino. A galera está de parabéns.


Algumas vezes durante o treino deu vontade de parar num daqueles alambiques e meter uma cachacinha na veia para ver se a subida virava uma reta.



Rapaziada aprovou o lugar porque em relação ao trânsito/movimento foi bem tranquilo pedalar. Não foi aquela tensão que normalmente encontramos nas ruas das grandes cidades. O pessoal da cidade foi receptivo conosco, além de buzinadas de incentivo eles compartilharam a via numa boa.

Agora, a recompensa pós treino é que foi show. Paramos na Das Bier para tomar aquele chopp geladinho. Depois de1h30min de pedal ele desceu perfeito.


Outro dia quero levar a família nessa cervejaria para fazer um passeio, o lugar é muito bonito. 



quarta-feira, 3 de julho de 2013

Quem está na chuva é pra se molhar

Por: Tuany e André Puhlmann (Puma e Tuca)

Aqui em Blumenau o tempo não está ajudando com os treinos. Já são quase duas semanas que só chove. No último final de semana até cheguei a ficar animado na manhã de sábado, pois acordei e vi que tinha um solzinho e logo fui me aprontado para fazer um pedal na rua. Tirar o mofo do corpo #sóquenão!

Sai para pedalar umas 09:00h na presença do astro, porém com uns 30 minutos de treino percebi que tinha sido enganado, a coisa foi ficando cinzenta e logo apareceu a bendita chuva. A essa altura não tinha como voltar, então encarei os 50Km com frio, vento e chuva...beleza de treino, sofridinho, mas gostoso! Na verdade deveria ter feito 60Km, mas tinha muita água na pista e por cautela voltei para casa sem esses 10.



Para não esfriar o esqueleto, só cheguei em casa larguei a magrela e parti para fazer o treino de tiros de 1000m, tênis encharcado, pista do Clube pesada e ainda sim gostei muito do meu treino.

Pensa que cheguei em casa e fui para o chuveiro quentinho? Nada disso. A patroa mandou eu limpar a bagunça antes de entrar em casa. Mas ela tinha razão já que a roupa, sapatilha, bike estavam sujas de lama. E uns pingos a mais naquele momento já não faziam diferença mesmo.




Depois disso fui recompensando com um almoço delicioso com direito a sobremesa e tudo, mas tudo magrinho porque a Tuca anda numa fase light e eu acompanho na boa porque também curto essas comidas saudáveis.



Para fechar o treino de sábado um circuito de games no shopping com os meus sobrinhos. Rapaz, tem que ter uma energia para acompanhar essa turminha, mas criança é coisa muito boa faz a gente se divertir muito.