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domingo, 6 de outubro de 2013

III Copa Malwee de Triathlon – V Etapa do Campeonato Catarinense de Triathlon

Por: Puma (André Puhlmann)

A prova foi realizada na cidade de Jaraguá, no Parque da Malwee e contou com a participação de 180 atletas.


Dia lindo e lugar perfeito! Ser recepcionado com tanta beleza natural e com a presença do sol fez a prova ser muito especial.


Ficamos encantados com a beleza do Parque e foi neste cenário que rolou o triathlon na distância olímpica.

A prova teve inicio às 14:30h.


Nadamos no lago do Parque, 2voltas de 750m.   Apesar do sol e da temperatura da água estar bem agradável a roupa de borracha foi liberada. A água do lago é bem pesada, mas achei que isso não atrapalhou.


Sai no bolo e como sempre rolou aquele atropelo. Como estava difícil se posicionar nesse bolo, resolvi parar e achar um cantinho mais sossegado. Nessa hora tomei a metade da água do lago.

Mesmo com sol deu para ver bem as boias e como tinha bastante gente foi fácil se orientar. Esse atropelo inicial me deixou mais ofegante mas logo que sai da muvuca consegui encaixar a a natação. Sai da agua bem, com 23 minutos.

A transição foi longa de aproximadamente uns 350m e com direito a subidinha. Não tive problemas neste momento, mas foi um pouco demorada. Sempre utilizo esse tempo (da transição) para tentar recuperar a frequência cardíaca e acalmar um pouco as energias para a próxima etapa. Peguei a bike e segui para avenida onde fizemos o pedal.

40Km de bike feitos em 7 voltas. Antes de sair do parque o primeiro problema: na descida do parque que tem piso de lajota perdi a caramanhola e minha única garrafinha de água. Já percebi que o pedal iria ser tenso com aquele sol sem água e sem posto de hidratação, eu iria sofrer.


Na segunda volta a sede bateu, tão forte que os lábios estavam colados. Passei por um pessoal que estava torcendo para a Sprint e reconheci uma moça que treinou comigo um dia aqui em Blumenau. Ao avistá-la berrei: tem água? Que tristeza, a resposta foi negativa. Só que a santa Heloísa na minha próxima volta estava me esperando com uma garrafinha e melhor ainda gelada. Que benção! Heloísa, muito obrigado, você é um anjo e salvou o meu pedal.


Pedal difícil com muito vento e para piorar a estrada estava cheia de buracos, o que acabou com a prova de alguns atletas que tiveram os pneus furados. Tive o privilégio de pedalar quase todo o percurso ao lado do meu parceiro de treino: o Sr. Robson Pasquali. Cara, o bicho estava forte pra caramba, muito bom ver o desempenho do garoto, evoluiu muito. Só que agora Robson, quem puxará o pelotão nos treinos será você...kkk.


Na T2 (transição 02) para entregar a bike um morrinho marvado pra subir, e como já estava sem sapatilhas o esforço foi um pouco maior. Depois de largar a bike, uma outra subida marcava o inicio da corrida.

Corrida difícil com muitas subidas. Tivemos que repetir o trajeto 3 vezes para fechar os 10Km. Já comecei a correr com dor, na verdade já estava sentindo no pedal. Sensação de aperto na boca do estômago e isso atrapalhou demais a respiração bem como o desgaste físico. 






















Quando vi a Tuca no trajeto da corrida já fui logo avisando: tá difícil, tô com muita dor! Depois que acabou a corrida eu dei muita risada com ela, porque ela achou tão estranho eu reclamar que entendeu o seguinte: “tá difícil, tô com muito calor”





Consegui no inicio manter um ritmo de 4:15, mas não deu para segurar porque com o aumento da dor tive que passar para 4:20/4:30 e foi assim até o final, administrando a  dor e o ritmo. Fechei a prova com 02h13min.


Foi uma prova tecnicamente muito forte. É uma prova bem cascuda! Gosto de competições assim desafiadora porque para você conseguir fazer deste tipo de prova uma prova boa é necessário ir bem próximo ao seu limite.
O que levo desta prova é que preciso treinar mais, muito mais, porque percebo que para enfrentar estas situações (vento, subidas, dor, problemas mecânicos...) é preciso treinar muito físico e mentalmente.

 (Galera representando a Abtri: Eu, Robson e Alexandre)

(No final da prova com o grande amigo Kadinho) 

Quanto ao resultado a “organização” inicialmente me informou que eu teria ficado em 6º lugar na categoria. Sendo assim, resolvi ir tomar o cafezinho na casa dos amigos: Naiara e Marcelo. Só que para minha surpresa, no meio do nosso café comecei a receber vários telefonemas que a “organização” tinha se equivocado e o resultado foi o 5º lugar na categoria 30-34 anos. Que pena!!! Pois essa prova merecia mesmo uma recompensa.